Planejamento Estratégico & Marketing

25 abril 2007

Sumário

Filed under: 1. 10 Perguntas a serem respondidas — brandmemonica @ 3:36 pm

Marketing é uma disciplina complexa.

Quando não conduzida formalmente torna-se cara, ineficaz e consequentemente frustrante. Marketing nunca foi, no entanto,  tão importante para o crescimento sustentado nas vendas e através de um posicionamento compreensivo das empresas em seus mercados.

Crescer, ganhar mercado, manter clientes satisfeitos e estar um passo a frente da concorrência são desafios que exigem das empresas uma combinação entre pensamento estratégico, disciplina na execução e controle.

Na economia digital, a linha que define o sucesso ou fracasso é muito tênue. Vantagem competitiva e rentabilidade de produtos e serviços aparecem e desaparecem num ‘click’. Pensar na frente e posicionar-se um passo a frente da concorrência requer uma governança de marketing empreendedora e focada em resultados.

Negligenciar o fato de que as empresas devam arquitetar planos que integrem de forma consistente e coerente suas estratégias relativas a marca, marketing, comunicação e desenvolvimento de canal de vendas significa comprometer o modelo de negócio ao ponto de torná-lo inviável.

Plano de Ação

Filed under: z10. Plano de Ação — brandmemonica @ 3:10 pm

SÍNTESE DESTE TEMA.

Conceito básico para arquitetura de um plano de marketing e comunicação eficiente.

  1. Segmentação
  2. Definição do público alvo
  3. Critério na escolhas das táticas
  4. Plano de marketing e comunicação balanceado
  •  CONSTRUÇÃO DA MARCA
  •  GERAÇÃO DE DEMANDA
  •  DESENVOLVIMENTO DE CANAL E VENDAS  

Estratégia de comunicação tem como objetivo comunicar o posicionamento da empresa, que é fruto da combinação entre sua identidade e sua promessa como empresa. O importante nesta hora, que é a hora de investir, ter o máximo de indicações formais de que a empresa esta pronta para ‘vocalizar’ sua essência, sem causar o que chamamos de ‘dissonância cognitiva’, em bom português, evitar uma reação negativa ou pior de descrédito quando a mensagem chegar aos ouvidos dos clientes.

* As palavras em inglês a seguir são simplesmente referência, já que estas terminologias nasceram nos Estados Unidos, não representam nenhum nível adicional de complexidade.

Entender o ‘arsenal’ de ferramentas de comunicação (mix de comunicação) é o primeiro passo antes de colocá-lo em uso o que significa colocar dinheiro na forma de investimento de marketing. Cada ferramenta de comunicação age como um ‘amplificador’ que entrega a mensagem da Alcatéia aos ouvidos do público alvo com maior ou menor intensidade e com mais ou menos ruído (“above the line” e “below the line”). 

Focar em táticas que tenham maior afinidade com o publico alvo e menor dispersão é fundamental para eficiência do plano.

Seguindo na metáfora do “amplificador” existem também interferências, ou seja, várias empresas utilizando-se do mesmo ‘amplificador’ (share of voice), o que significa que a voz da empresa ou sua forma de expressão tem que ser estudada cuidadosamente para se sobressair (break through the clutter) a dos concorrentes (stopping power) que muitas vezes estão investindo mais dinheiro (share of investment)  e acabam por chegar a um número maior de clientes (reach) e também com maior freqüência. (frequency). Conhecer bem o púbico alvo nesta fase é fundamental para que o volume de investimento possa impactá-los de forma eficiente, ou seja, você pode comprar um “amplificador” só para você (roadblock), o que custa caro, mas definitivamente será mais eficiente.    Um plano de comunicação eficiente deve cercar o público alvo, ou seja, deve-se mapear com maior precisão possível os ‘pontos de contato’ com este público (afinidade) e priorizar os investimentos no mix de comunicação evitando dispersão. Focar em táticas que tenham maior afinidade com o público alvo e menor dispersão é fundamental para eficiência do plano.O próximo passo é definir o conjunto de atividades que serão destinados de forma equilibrada à construção da marca, geração de demanda e ao desenvolvimento dos canais de vendas e decidir quanto investir em cada um conforme as prioridades da empresa.Glossário: Desmistificando qualquer complexidade.         

Mix de Comunicação – Representa o conjunto de ferramentas que serão utilizadas num plano de mídia.

Above the Line e Below the Line – É uma linha divisória entre ações relacionadas à mídia tradicional, normalmente mídias de alto alcance (ver reach) versus atividade, não mídia, que estão mais ‘próximas’ do contato físico com o público alvo.

Ex. above the line – anúncios de TV, revista… below the line – evento, material de ponto de venda .  

Share of Voice – Representa o ‘nível de exposição’ da empresa num determinado meio de comunicação. Normalmente compara-se a empresa com outras empresas da mesma indústria ou segmento de mercado.

Ex. Quanto a empresa aparece nas mídias versus seus principais concorrentes ou ainda outras empresas que pertencem ao ecossistema.

Break Through the Clutter – Representa a eficiência da criação e do planejamento de mídia. Em todas as mídias a empresa estará competindo pela atenção do leitor. Tanto criação quanto plano de mídia devem buscar fazer com que este leitor pare no anúncio da empresa.

 Stopping Power – Capacidade de o anúncio impactar/parar do público alvo, atrair sua atenção a ponto de fazer com que ele leia o anúncio.

Share of Investment (SOI)  – Quantidade de investimento da empresa relativa ao investimento total da indústria.

Reach e Frequency – Percentual de pessoas, no target (afinidade com publico alvo definido), atingidas por um plano de mídia, e o número de vezes que será impactado na mídia.  

IMPORTANTE: Considerações sobre reach e frequency. Foi uma metodologia criada nos anos 70. Como os meios de comunicação de hoje não existiam naquela época, Internet, por exemplo, este método deve ser seguido, quando seguido, com muita cautela. Não é uma regra que garante o sucesso do plano, muito pelo contrário é uma regra que pode ‘queimar’ literalmente seus investimentos extremamente rápidos. As agencias tradicionais, que seguem o modelo ultrapassado de montar um plano de mídia gostam desta regra porque conseguem alocar maior volume de dinheiro em ações above the line, onde se cria um filme, por exemplo, e se gasta a maioria do investimento do cliente com o mínimo esforço. Below the line dá trabalho, é menos rentável e muito mais difícil de implementar.  

Na maioria das vezes que um plano de comunicação não gera nenhum efeito é porque esta fase foi negligenciada

Afinidade com Público Alvo – Todo o investimento em marketing tem que passar por um filtro que determinará o foco, ou seja, onde e como o dinheiro será alocado. Não importa qual a tática de comunicação, a afinidade com a audiência deve prevalecer durante a escolha do meio ou veiculo de comunicação e, por fim, do mix de comunicação que será executado.  

IMPORTANTE. Na maioria das vezes que um plano de comunicação não gera nenhum efeito é porque esta fase foi negligenciada.

Exemplos: 

  • O posicionamento não esta coerente com a proposta de valor da empresa confundindo seus clientes.
  •  A definição do público alvo não foi bem estudada, comprometendo a escolha das táticas. 
  • Decidiu-se por uma revista ou canal famoso, mas com um ‘share of voice’ ou ‘share of investment’ tão grande, que sua marca simplesmente foi ignorada. 

Reduzir a dispersão - Frequentemente julga-se que uma determinada revista ou canal de TV seria ideal porque tem uma audiência enorme, principalmente no Brasil onde os meios de comunicação são extremamente concentrados. Deve-se prestar atenção, no entanto, no perfil ou afinidade com a audiência. Além da perda efetividade no impacto de determinada campanha, a empresa também estará concorrendo (Share of Voice) com outras empresas de outros segmentos que estão investindo (Share of Investment) muito milhões de Dólares neste mesmo meio.  

 “Um plano de comunicação efetivo também deve mapear os hábitos dos clientes para impactá-los durante seu dia”.

Análise da Concorrência

Filed under: Uncategorized — brandmemonica @ 2:53 pm

Utilizamos  como  referência  o  modelo  descrito  por  Michael  Porter  para  nos  ajudar a  raciocinar  sobre  a  concorrência  e  suas  movimentações  e  também  PEST  (cenários  político,  econômico,  social  e  tecnológico)  para  identificar  as  vantagens de  cada  competidor.  A  referência  a  Blue  Ocean  é  só  para  medir  o  nível  de  agressividade  e  resistência  a  mudança  da  empresa.

Programa de Geração de Demanda

Filed under: Programa de Geração de Demanda — brandmemonica @ 1:23 pm

EFICIÊNCIA NA GERAÇÃO DE DEMANDA.UMA QUESTÃO DE CONTEÚDO OU DE MÍDIA?

Tão importante quanto os cuidados com a marca e com o canal de vendas da sua empresa ter uma plataforma bem articulada, com programas focados em geração de demanda é fundamental para que o “telefone toque” ou “as visitações no site aumente”.

Conceitualmente todo programa de marketing focado geração de demanda deve ter 3 elementos, cujo objetivo é simplesmente estimular o público-alvo a se mobilizar de alguma forma no sentido de efetivar a compra.

1. Um estímulo, que pode ser uma promoção, oportunidade, desconto, sorteio, enfim, algo que determine que um bom negócio esteja sendo apresentado.

2. Um produto ou serviço, que esteja associado à identidade e a promessa da sua empresa para que os clientes identifiquem quem está mandando versus o que está sendo ofertado.

3. Um “chamado” explícito, claro, compreensivo. Aqueles do tipo: - Ligue agora, válido até o fim do estoque, visite o site, os primeiros que ligarem ganham um brinde especial, só até sábado, etc.

Existem alguns erros conceituais básicos na construção de programas de geração de demanda que acabam por comprometer a eficiência e consequentemente os resultados nas vendas associadas ao programa. O principal erro acontece quando se confunde a mídia (ou veículo) com o conteúdo.

Exemplos:

  • Escolha da mídia ou veículo antes de definir o conteúdo. Ouve-se muito freqüentemente alguns profissionais falarem de boca cheia, com assertividade:“- Manda aí um e-mail marketing e pronto!!!”.É como se no passado, por exemplo, o correio tradicional pudesse sanar seus problemas de vendas através de seu sistema de envio de cartas.
  • Negligência ou preguiça ao escolher o estímulo.Outra frase interessante que vem sempre do profissional que montou a oferta sem nenhum critério e sem conhecer seu público-alvo.

- 20.000 pessoas abriram o e-mail marketing, mas ninguém ligou. Esse e-mail marketing não funciona”.Pode ser que ele, o profissional, esteja fazendo uma oferta de frango com um preço incrível e ainda leva grátis uma farofa focada em vegetarianos.

  • Achar que qualquer mídia pode ser classificada como uma mídia de resposta direta.O sujeito coloca no rádio, uma propaganda:

“-Venha experimentar este delicioso chocolate que derrete na boca hummmmm, visite nosso site agora e concorra a uma bicicleta“.Chocolate delicioso que derrete na boca, pelo rádio? E o chamado é para ir para o site e concorrer a uma bicicleta? Estranha forma de estimular uma experimentação, seguida da combinação da promoção que oferece uma bicicleta como estimulo à experiência. Acho que ninguém salivaria ouvindo um chamado deste pelo rádio. Talvez os que estiverem de dieta, iriam ao site pra ganhar a bicicleta?!

Fala-se muito sobre e-mail marketing, E-commerce, CRM, ERP, programas de afinidade, marketing direto, Business Intelligence. Na moda, todos estes termos definem simplesmente o meio, ou a infra-estrutura de tecnologia de informação que na antiguidade chamava-se de CPD. As ações de geração de demanda exigem muito mais responsabilidade e competência analítica para escolher qual a “isca” que a empresa deve escolher para “pescar” determinado “peixe” em determinado “rio”.

Apesar dos termos semanticamente sofisticados a relação com cliente não mudou de forma revolucionária, mas sim evolucionária. Marketing e Vendas continuam sendo uma única equação que determina oferta e demanda. Antes o relacionamento com o cliente dava-se de uma forma mais simples e pessoal, mais lenta proporcional à tecnologia disponível na época. Hoje estímulo e resposta são instantâneos!

O cliente é o mesmo só que está mais bem informado, e conseqüentemente mais exigente.A mecânica para dissipar informação sobre qualquer tipo de oferta de qualquer tipo de produto ficou acessível a todos que tem uma boa idéia. Não precisam investir em meios caros como TV, rádio ou jornal. Através da internet por R$10,00 registram um domínio e por outros R$10,00 criam um site capaz de oferecer qualquer coisa para milhões de indivíduos, fenômeno denominado como “long tail”.

Por um lado ótimo hoje vemos produtos e serviços que nunca sonhávamos que poderiam existir, por outro lado, a poluição de e-mails e spams incomodam as caixas postais abarrotadas dos usuários, agora equipados com anti-spam com filtros sofisticados comprometendo a eficiência deste meio como ferramenta para programas de geração de demanda. É como se os clientes da suas empresas tivessem um carteiro pessoal que jogasse fora todas as correspondências que escolheram não receber.E o conteúdo? Como articular um conteúdo que seja atraente e eficiente para o cliente?

A efetividade dos programas está DIRETAMENTE relacionada à clareza e precisão do plano de marketing e comunicação da empresa. Se os fundamentos relacionados à marca, identidade, promessa de valor, posicionamento e estratégias da empresa estiverem bem equacionados, os programas de geração de demanda certamente vão gerar bons resultados através de estímulos compreensivos e significativos para o público-alvo, que vai ligar para seu “call-center” ou visitar o seu site!Além disso, o cliente vai também:

  • Registrar-se para receber e-mail com outras promoções.
  • Tornar-se membro do seu programa de afinidade.
  • Interagir com a empresa quando solicitado.
  • Reclamar das deficiências.
  • Sugerir mudanças, propor alternativas.A internet por enquanto é a única mídia que permite este tipo de interação. Ainda está pensando se investimentos em E-commerce é prioridade? Seu concorrente já decidiu, faz tempo!

E-commerce diferente do que muitos gestores pensam não é uma tendência. Na realidade os que pensam assim já perderam boa parte do seu mercado. Internet é um canal de vendas tão ou mais efetivo comparativamente aos canais de vendas tradicionais da empresa. A internet não respeita debates filosóficos, opiniões ou lerdeza operacional. A internet muda o comportamento de compra dos seus clientes.

Se sua empresa não evolui para renovar seu canal de vendas o cliente vai mudar de fornecedor – e sua empresa vai mudar de segmento!

Muitos segmentos de diferentes indústrias estão sendo ameaçados com o amadurecimento rápido do E-commerce. Fenômenos como YouTube, MP3 (iPod), Submarino, Americanas, Bancos, Amazon, etc, que estão mudando o comportamento de compra dos clientes que cada vez mais gostam da experiência de compra e, de forma “viral”, influenciam seus amigos que influenciam outros amigos e assim sucessivamente.

As vendas pela internet estão batendo recorde atrás de recorde gerando vários bilhões de dólares em transações comerciais feitas on-line. Empresas que tradicionalmente comercializavam música, livros, etc… ou estão ganhando muito dinheiro, mais que nunca imaginaram em ganhar, ou, as que não se adaptaram estão tendo que correr atrás do prejuízo que também nunca imaginaram amargar.

Com um conteúdo bem articulado e uma infra-estrutura de tecnologia de informação flexível, escalável, portável, móvel, etc, você pode criar ofertas diárias quase que “feitas-a-mão” para grupos de clientes específicos. Ofertas tão pessoais que podem chegar aos celulares de seus clientes que se assim desejarem. Os clientes efetivam a compra pelo próprio celular ou ainda sentado num dos milhares de restaurantes com acesso sem fio (“wireless”), utilizando um destes notebooks fantásticos que hoje você vê pela TV sendo vendido por 10 parcelas de R$200,00.

Pois é, estamos na era da mobilidade e seu cliente carrega o escritório pra qualquer lugar — hoje isso já é uma realidade, o telefone fixo e móvel será um só e tanto no Brasil quanto na China seu número será o mesmo e seu cliente pode atender a chamada pelo computador, celular ou em num café que ofereça acesso à internet.

E-commerce não carrega mais tabu, o investimento é muito baixo, o retorno rápido, o receio de colocar cartão de credito ou dados bancários desapareceram praticamente com os sistemas de segurança que estão cada vez mais sofisticados. Pelo contrário, o cliente esta penalizando a empresa que não oferece esta funcionalidade.

“A combinação entre um bom plano de marketing e comunicação e uma boa infra de E-commerce com e-mail marketing é receita de sucesso garantida.”

A beleza da internet como meio de se fazer negócio está no fato de que toda informação esta a “1 clique” de distância. Não deixa o cliente dar mais uma “voltinha no shopping” para pensar ou pesquisar.

Com E-commerce, o shopping cheio de promoções tentadoras está na ponta dos dedos do cliente. O carrinho de compras está grudado na mão dele! A loja abre 24×7. Você pode até planejar ir à praia no fim de semana sem ter que se preocupar com o mau humor de quem está cuidando da loja e de seus clientes.Não cometa o erro de esperar pelo tão sonhado sistema integrado de ERP, CRM, Business Intelligence.

O mercado e seus concorrentes não vão esperar! A idéia de ter um E-commerce integrado a outros sistemas de gestão da empresa seria o ideal. Esperar para implementar um sistema de ERP, ou CRM ou BI é inútil. É como se você esperasse sua empresa a ter uma governança corporativa eficiente antes de sair para vender. Faça isso e veja quando tempo vai durar seu emprego!

A expressão “time to market“ é uma combinação entre ser eficiente e ser eficaz, ou seja, temos que colocar a variável TEMPO nesta equação. Ela determinará o nível de perfeição e precisão na tomada de decisão. Se você acha que não teve tempo suficiente planeje melhor da próxima vez, mas não deixe de agir.

Os sistemas de gestão são ferramentas fantásticas, de fácil implementação.No entanto esbarram na cultura organizacional informal da maioria das empresas, principalmente nacionais e/ou familiares. Estes sistemas deveriam vir acompanhados de uma consultoria em “*6 sigma”. O executivo para patrocinar este processo deveria ter no mínimo uma certificação “*green belt” assim como a equipe de implantação.

Enquanto isso não acontece, as empresas vão continuar buscando soluções para o efeito de seus problemas e não para a causa deles. Para algumas destas empresas, implementação de ERP, CRM etc. é um projeto de vida.

E-commerce bem implementado como ferramenta de apoio nas táticas de geração de demanda é suficiente para sua empresa compreender:

  • Quantos clientes foram impactados, receberam a promoção.
  • Quantos abriram e leram efetivamente a promoção
  • Quanto tempo ficaram no site pesquisando estudando as ofertas.
  • Por onde andaram no site.
  • Quantos clientes efetivamente compraram.

Para medir o retorno simplesmente dividi-se o valor do investimento no disparo da promoção pelo número de clientes que comprou e pronto. Já é possível calcular o retorno sobre o investimento.

Menos tangível, mas tão importante quanto, é o cliente acostumar-se a receber suas ofertas, é quando “*equity” ou o reconhecimento da marcada da empresa começa a transformar-se em VALOR que é convertido em vendas e finalmente receita. Significa que o cliente colocou sua empresa na lista de fornecedores preferenciais. Ele vai ligar!

“Afinal produtos aparecem e desaparecem. Sua marca fica!“

Estratégias de Comunicação

Filed under: Estratégia de Comunicação — brandmemonica @ 1:09 pm

A estratégia de comunicação tem como objetivo comunicar o posicionamento da empresa, que é fruto da combinação entre sua a identidade e promessa como empresa. O importante nesta hora, que é a hora de investir, ter o máximo de indicações formais de que a empresa esta pronta para ‘vocalizar’ sua essência, sem causar o que chamamos de ‘dissonância cognitiva’, em bom português, evitar uma reação negativa ou pior de descrédito quando a mensagem chegar aos ouvidos dos clientes.

SÍNTESE DESTE TEMA

1.    Construindo uma Marca

2.    Arquitetando programas de geração de demanda

3.    Público Alvo

4.    Segmentos de mercado

5.    Critérios de plano focado em resultados CONSTRUINDO UMA MARCA Marca é e sempre será cada vez mais importante para o sucesso das empresas que pretendem competir pelo tão disputado espaço no cérebro do consumidor, seja ele um indivíduo ou uma empresa. A marca no mundo digital tem novos desafios que devem mudar a forma com que são construídas e mantidas.

No mundo digital o número de impactos na audiência vem aumentando significativamente por meios de comunicação de via dupla, ou seja, interagem com o consumidor de forma instantânea. Blogs, E-commerce, TV digital, Wireless.

Todas as tecnologias que permitem resposta imediata para as táticas focadas em geração de demanda. Outra característica que aumenta ainda mais o grau de dificuldade na construção das marcas é a superficialidade destes meios que limitam a experimentação e consequentemente a compreensão do potencial total que um determinado produto ou serviço foi desenhado para proporcionar. Existem várias escolas de pensamento que analisam a marca em seus diferentes aspectos. Umas enfatizam a representação gráfica, traços artísticos, símbolos quase tratando a marca como uma jóia.

Outras observam aspectos culturais, cognitivos e até antropológicos. Independente da tendência mais cognitiva ou mais artística a busca é por um único resultado, ou seja, pelo reconhecimento da marca pelos clientes que através dela recebem toda a carga de atributos que caracterizam sua essência dando a marca uma narrativa única, original, inovadora e por fim autêntica. 

No passado era mais freqüente o surgimento de marcas que hoje se tornaram verdadeiras lendas. Naquela época a experimentação do produto o envolvimento era construído mais lentamente. Os detalhes eram mais bem degustados pelos usuários que acabavam por incorporar determinados produtos em seu dia-a-dia a ponto de determinarem um estilo de vida peculiar caracterizado por um conjunto de atitudes que influenciam desde a forma com que certos grupos de pessoas se vestem, linguagem corporal, até tom de voz.

As marcas legendárias têm influência sobre estes grupos quase como os mitos têm sobre seus fans, ou seja, despertam reações, estabelecem pontos de vista, opiniões, transformam-se em souvenires como camisetas, bonés, etc.Toda marca tem uma narrativa, uma história que a define com maior ou menor intensidade e rigor nos detalhes. Quanto mais consistente e coerente for a construção da marca ao logo dos anos mais fiel será a construção da sua narrativa e consequentemente sua reprodução durante a perpetuação através de comunidades de usuários. 

A propaganda reforça esta narrativa mas não tem o poder sozinha de criar a marca. Propaganda é como um auto-falante gigante que reproduz a história para milhões de pessoas. Nenhum marketeteiro tem a chave ou a formula mágica de como transformar uma marca comum em lenda. A compreensão entre como o cérebro interpreta certos estímulos a ponto associa-los ao inconsciente coletivo e transformar uma marca em mito é desconhecido.

Não existem fórmulas nem livros que expliquem a criação de fenômenos como Nike, Harley-Davidson, Apple entre outras relatadas em qualquer livro de marketing.Em comum estas marcas possuem narrativa própria, vida própria que independe do diretor de marketing que a gerencia por certo período de tempo. O gestor de marketing não tem domínio sobre o caminho que estas marcas irão trilhar. Assim como elas são criadas por estímulos que ativam áreas cognitivas desconhecidas, outros estímulos podem neutralizá-las. Normalmente isso ocorre quando se tenta racionalizar este relacionamento através de propagandas que tentam explicar o inexplicável.

Coca-Cola – é isso ai.                  Nike – just do it       Apple – think different 

Claro que como temos o livre arbítrio, neste caso, caracterizado pela incompetência de gestores de marca e marketing que acabam por acelerar a neutralização destes “ícones”. Eliminam a relação emocional entre a marca e seus usuários levando-as ao lugar comum. Coca Cola, por exemplo, tentou alterar seu sabor clássico para conquistar mercado do concorrente.Outro fator de neutralização é o poderio econômico. 

A Microsoft e Intel conseguiram durante anos confinar a Apple num nicho de mercado. Assim que os dois gigantes relaxaram em seus monopólios a Apple retornou com força aparentemente ainda maior e conquistou segmentos de mercado criados pelas gigantes, MP3 agora é sinônimo de iPod. No Brasil a penetração de iPods é incrível mesmo sem a Apple ter investido USD 1.00 em propaganda. Dificilmente a Microsoft conseguira neutraliza-la. Outro exemplo é o Google que se aproveitou da mesma anestesia e conquistou o segmento em sites de busca.Apesar de marcas bem conceituadas, Intel e Microsoft não conseguiram com seus bilhões de dólares em caixa conquistar este espaço e só conseguirão conquista-lo se aniquilarem seus concorrentes economicamente. Conseguiram varias vezes no passado, mas no futuro será impossível, pois existem outras regras que regem a equação entre produto e consumidores. Linux é um bom exemplo no caso do software. Telefone celular, os chamados “smartphones” é um outro exemplo de hardware onde Microsoft e Intel falharam em impor seus modelos de negócio.

Como tudo que nos cerca no mundo, o sucesso depende da originalidade que quase sempre está associado de alguma forma a inovação. Tanto originalidade quanto inovação são atributos que determinam a autenticidade tão almejada entre consumidores que se “vestem” destas marcas autênticas para serem, eles mesmos, vistos como autênticos entre seus amigos e colegas etc. A velocidade das mudanças na economia mundial exige que as empresas se renovem muito mais freqüente e rapidamente.

 

Estratégias e Métricas

Filed under: 9.3 Estratégias e Métricas — brandmemonica @ 1:07 pm

O plano integrado entre Marketing e Vendas, bem como todas as táticas que forem desenvolvidas e exigirem alocação de recurso humano ou financeiro, deve ser subordinado a estas estratégias.  O progresso e respectivo sucesso do plano devem estar atrelados a suas respectivas métricas que servem também de guia para o refinamento do plano.

sucesso do posicionamento da empresa depende fundamentalmente do conjunto de táticas que serão criadas, subordinadas a estas estratégias. A disciplina na execução e agilidade são pré requesitos nesta fase.

Posicionamento

Filed under: 9.2.5 Posicionamento — brandmemonica @ 1:04 pm

Depois de identificados a IMAGEM DA MARCA, IDENTIDADE DA MARCA, PROPOSTA DE VALOR e ESTRATÉGIAS o próximo passo é ratificar e refinar, se necessário, a Visão, Missão e Valores.  Este conjunto que representa a ideologia e os valores da Alcatéia somado com o plano de marketing e comunicação transforma o EQUITY da marca  em VALOR que reflete nas vendas e rentabilidade.

 Depois de  identificados:1.    Imagem da marca, ou seja, como os clientes da empresa a percebem;

2.    A identidade da marca: como a empresa deseja ser percebida por seus clientes;

3.    A proposta de valor: qual a promessa da empresa através de seus produtos e serviços.  

 

E antes de definirmos: 1.    A estratégia de comunicação. Nosso objetivo será juntar o que aprendemos a e racionalizar o posicionamento. As diferentes equipes da empresa devem ter a capacidade de articular fluentemente, sem hesitar, O QUE, COMO, PARA QUEM e ONDE.

  •  
    • O QUE vende se refere aos seus fornecedores, produtos e tecnologias.

    •  COMO VENDE se refere ao valor agregado de seus produtos, previsibilidade na entrega, agilidade na transação comercial.

    • PARA QUEM se refere os seus clientes.

    • ONDE 

      se refere a como comprar da empresa: via central telefônica, internet, pronta entrega, etc.

Imagem da Marca

Filed under: 9.2.2 Imagem da Marca — brandmemonica @ 12:47 pm

“A melhor forma de compreender a imagem da marca é através de uma pesquisa na própria base de dados da empresa. A metodologia da pesquisa  pode ser qualitativa e quantitativa e espontânea ou estimulada.  O resultado da pesquisa também proporciona analise de ambiente que será fundamental  na construção das estratégias que determinarão o posicionamento da empresa”.

SÍNTESE DESTE TEMA

1.    Não Investir em programas de marketing e vendas sem equalizar a IMAGEM e a IDENTIDADE da marca;

2.    Pesquisa deve ser conduzida por um profissional especifico, já que se está fazendo, literalmente, um diagnóstico da empresa;

3.    Deve-se listar o que a empresa quer aprender com a pesquisa antes de definir a metodologia;

4.    Matriz SWOT auxilia na definição da estratégia, que determina o foco dos investimentos;

5.    A pesquisa é a base para se articular uma estratégia sólida com métricas bem definidas que garantem o foco da organização.

6.    Definição e fundamentação das estratégias e métricas que devem conduzir o foco para o próximo ano fiscal. 

Imagem da marca representa como o consumidor percebe a empresa, ou seja, o que o cliente pensa quando é exposto a marca através de qualquer programa de marketing ou vendas.Um grande erro gerado pela ansiedade ou pela falta de preparo dos gestores de marketing ou vendas é comunicar-se com seus clientes sem saber exatamente se eles, os clientes, percebem a empresa da mesma forma com que a empresa gostaria de ser percebida.

Normalmente, IMAGEM e IDENTIDADE não estão equalizadas, o que gera “dissonância”.

Na prática significa que o cliente lê um determinado anúncio da empresa se pergunta: - Será que esta empresa está realmente falando comigo? Existem ainda outras reações piores como: sentimento de arrogância ou simplesmente gargalhadas por descrédito. 

A melhor forma de compreender a IMAGEM da marca é através de uma pesquisa formal na própria base de clientes da empresa. Clientes que tenham comprado nos últimos 3 meses para garantir o “frescor” do feedback.  

“Ao ver resultados lembre-se de que receber elogios da sua própria base de clientes não representa nada mais que o esperado. Por outro lodo, a crítica deve ser escutada com muita atenção já que os próprios clientes estão reportando as deficiências da empresa”.

Exemplos de reações que podem ser identificadas na pesquisa: 

§ O cliente não reconhece a empresa, não menciona a empresa como parte das empresas que ele, o cliente, está acostumado a comprar.§  O cliente critica suas competências essenciais, ou seja, o básico que deveria estar funcionando com precisão.§  O cliente diz que compra pouco ou menos que poderia pelo motivo A, B ou C.§  O cliente associa a empresa a um único produto, que pode estar atrelado a um fabricante que tem a marca mais valiosa. Na prática, se o fabricante descontinuar o produto a empresa perde o sobrenome.§  O cliente menciona a(s) concorrência(s) com melhores condições de compra.Na hora da apresentação dos resultados não se surpreenda se colaboradores da empresa, de certa forma magoados com os resultados, tentem sabotar o resultado. Infelizmente muitas vezes o próprio presidente ou a gerencia sênior, não aceita que seus clientes não o reconheçam ou que critiquem sua operação. Saber ouvir e aprender neste momento fará toda a diferença na escolha das estratégias e consequentemente na decisão sobre o montante de investimento que será destinado as atividades de marketing e vendas.

“As atitudes e ações da empresa estão sempre limitadas ao que a própria empresa falhou em observar, Miopia”.

EXPLORANDO SUA IMAGEM – METODOLOGIAS DE PESQUISA

A metodologia da pesquisa pode ser QUALITATIVA ou QUANTITATIVA e  ESPONTÂNEA ou ESTIMULADA.

QUALITATIVA

A pesquisa qualitativa normalmente serve de base para uma pesquisa quantitativa. Por exemplo, primeiro deve-se observar os padrões de comportamento do público-alvo para depois entender, onde estão as oportunidades que receberão a maior porção do investimento nos programas de marketing e vendas.

A questão da ESPONTANIEDADE permite capturar o que se define por ‘feedback TOP-OF-MIND’ que significa entender o que está ‘gravitando’ na cabeça do cliente naquele momento. Ou seja, como ele observa e interage com os ‘players’ do mesmo ecossistema (parceiros, clientes e fornecedores), inclusive seus concorrentes, e também como observa as principais características operacionais, a dinâmica deste segmento de mercado. 

Dois aprendizados importantes:

§  O cliente sempre compara sua empresa com outras do mesmo ecossistema, afinal seus concorrentes servem como referência.

§  O cliente relata o que exatamente espera das empresas as quais se relaciona comercialmente.

Eles normalmente relatam sua dor. Um exemplo prático, considerando um fabricante ou distribuidor de qualquer produto. A pesquisa deve buscar explorar o que se espera da empresa, SEM revelar sua identidade.Temos que colher estes resultados de forma espontânea. Durante a entrevista o cliente deve “entregar” tudo que espera de um distribuidor tradicional, por exemplo: preço, variedade de produtos, atendimento, garantia, agilidade na entrega, condições de pagamento, disponibilidade do produto, previsibilidade, etc…Aí sim, deve-se gerar um ESTÍMULO, do tipo, o entrevistador diz o nome da empresa. Neste momento aparece, o ‘GAP’ ou a ‘distância’ entre o que o cliente espera de um distribuidor versus o que sua empresa esta oferecendo.

DEFINIÇÃO DO UNIVERSO (“SAMPLE”) A SER PESQUISADO

O número de pessoas entrevistadas deve ser escolhido com critério para que a pesquisa tenha representatividade e também para que a pesquisa possa ser repetida futuramente com o objetivo de medir a efetividade e o progresso nas ações de marketing e vendas. Normalmente 10% da sua base ativa é formada por clientes que efetivamente tenham comprados nos últimos 3 meses é suficiente. Porém, como estamos fazendo um diagnóstico o ideal é buscar um profissional de pesquisa, que fará uma recomendação sobre o tamanho do “sample” e metodologia.

Busca-se também diversificar o tamanho dos clientes, sua localização geográfica ou atuação em determinados segmentos. O importante numa pesquisa é entender o que se busca aprender com a pesquisa para só depois formular as perguntas.

É fundamental listar o que se quer aprender na pesquisa

Por exemplo, na definição do ‘sample’ estamos em busca de:

§  Pesquisa na base de clientes da empresa para entender o nível de reconhecimento, sem estímulo, da marca;

§  Principais quesitos que os clientes valorizam no seu segmento de mercado;

§  Comportamento de compra de clientes de diferentes tamanhos e volume;

§  Pesquisar variações do comportamento por regiões;

§  Entender a relação dos clientes com os produtos da empresa;

§  Entender a concorrência e sua provável movimentação;

§  Entender o nível de satisfação dos clientes.

Dois outros cuidados muito importantes que se negligenciados podem simplesmente invalidar o investimento em pesquisa:

§  Não tente descobrir tudo numa única pesquisa, pois pode não descobrir nada. Pesquisa exige foco, concentração em temas comuns que tenham afinidade.

§  Não confunda pesquisa para retenção de clientes com pesquisa para aquisição de clientes. São pesquisas distintas que levam às estratégias também distintas.

“Em uma pescaria, primeiro identifica-se qual o peixe que se quer pescar para depois identificar o melhor rio e a isca mais eficiente”.


A matriz SWOT nos ajudará a mapear as principais áreas de foco, conforme aprendemos com a pesquisa. A matriz sintetiza o aprendizado, mapeia e prioriza as ações corretivas e de manutenção.

Os itens listados na matriz SWOT devem obrigatoriamente estar associados a uma ação corretiva ou de manutenção. 

24 abril 2007

Fator Crítico de Sucesso

Filed under: 3. Fator Crítico de Sucesso — brandmemonica @ 2:59 pm

Toda indústria ou segmento funciona como se fosse um ecossistema formado por clientes, parceiros e fornecedores cuja relação transacional determina a dinâmica deste “pequeno mundo” particular. O princípio da elaboração do plano de marketing deve obrigatoriamente estar embasado nas “leis de mercado” que regem este ecossistema.

Para participar ativamente, cada “player” deve entender quais os fatores críticos que determinam as condições mínimas obrigatórias para operar. Por exemplo: entrega em 24hs, comércio eletrônico, pessoal técnico certificado, linha de crédito flexível, prazo para pagamento, garantia, linha de produtos rentável, etc.

Entender os fatores críticos de sucesso é essencial na arquitetura de um plano mercadológico eficaz. Sempre pergunte para seu “marketeiro” PARA QUE está executando esta ou aquela ação. A resposta deve estar ligada obrigatoriamente a uma estratégia e esta, a um objetivo do negócio. Tudo muito simples, claro e sem surpresas nem esoterismo.  No entanto, a experiência tem mostrado que a grande maioria das empresas não têm “objetivos, estratégias nem ações táticas” bem definidas.

Como diz sabiamente um amigo: “Empresas que não tem um plano não vendem nada. Elas são compradas por seus clientes!”. 

Uma maneira prática de entender o valor do marketing poderia ser através de um conjunto de ações, um plano coerente e consistente que influencia as relações de oferta e demanda do ecossistema em que sua empresa atua.  Não tente:

  1. Sobrecarregar o vendedor para suprir as deficiências operacionais da empresa. Venda é conseqüência de um posicionamento correto e compreensivo e de uma operação que “roda redonda” com produtos e serviços de valor percebido;
  2. Mudar a dinâmica do ecossistema – aproveite as oportunidades oferecidas por ele.  Existe um termo em inglês que classifica muito bem estas oportunidades “ low hanging fruits”.

Existem 3 tipos de empresas que por negligenciar o entendimento básico do seu segmento acabam investindo o escasso dinheiro de marketing num emaranhado de ações disformes e como conseqüência acabam mais cedo ou mais tarde virando estatística.

  1.  Empresas que focam na marca, esquecem do produto e do desenvolvimento do canal. Só se justifica para empresas que tem monopólio. Não precisam se preocupar em vender;
  2.  Focam no ato da venda, esquecem da marca, do marketing, da evolução do produto e do canal. Estas são as mais fáceis de combater por não terem cultura mercadológica;
  3.  Focam no canal, esquecem do produto, da marca e do marketing.  Um prato cheio pra concorrência que já pega um canal prontinho.

Estratégias que integram a Marca, Marketing e Desenvolvimento do Canal de Vendas, quando bem balanceadas, formam uma combinação extraordinária.  

* O conceito de  ”success factors” foi originalmente desenvolvido por D. Ronald Daniel of McKinsey and Company nos anos 60. However popularizado por  by Jack F. Rockart of the Sloan School of Management nos anos 80.

19 abril 2007

Arquitetura da Marca

Filed under: 9.2.1 Arquitetura da Marca — brandmemonica @ 5:29 pm

“A marca tem suas limitações físicas, funciona como um elástico. Se não exercitar com certa freqüência ele resseca e quebra, assim como se puxar demais também quebra“. 

SÍNTESE DESTE TEMA    

1.    Produtos aparecem e desaparecem respeitando seus ciclos de maturidade — a marca fica.2.    Coerência e Consistência — determinam à personalidade de uma marca.3.    O investimento na marca deve ser dissociado da venda de produtos ou da receita da empresa4.    A marca funciona como um elástico. Se não exercitar ele quebra, assim como se estica-lo demais.5.    A marca exige constituição sólida. O processo de construção da marca será contínuo acompanhando o amadurecimento da indústria.6.    A marca e seus atributos devem evoluir para acompanhar as novas oportunidades.A arquitetura da marca por definição é um tratado que determina a sinergia ou relacionamento entre as ofertas de produtos e serviços da empresa perante seus clientes, parceiros e fornecedores. O resultado desta sinergia ou relacionamento personifica a marca, determinando sua imagem que deve representar a sua identidade com consistência.   A arquitetura da marca é um documento dinâmico que deve ser adaptado conforme os ciclos naturais que determinam o amadurecimento da indústria. Isso não significa, de maneira nenhuma, que a empresa deva mudar a identidade, mas sim cuidar da imagem investindo em competências que auxiliem em uma adaptação rápida e suave às novas condições do ambiente.Os movimentos mercadológicos naturais determinam os ciclos que não podem ser evitados nem negligenciados. Podem ser de natureza interna ou externa ao ecossistema e na maioria das vezes são caracterizados por variáveis incontroláveis. 

Exemplos:* Flutuação no câmbio é um fator externo que compromete o preço de produtos importados, aumentando o contrabando e pirataria. * A comoditização dos produtos compromete rentabilidade, já que neste estágio a decisão de compra é feita simplesmente pelo menor preço. * Mudanças no comportamento de compra dos consumidores, fazem com que jovens de hoje, fiquem mais confinados a condomínios fechados com segurança, passam mais tempo no computador e vídeo game. * A população do Brasil está envelhecendo.   

Como todo tratado, a Arquitetura da Marca definida para a empresa é um conjunto de direcionamentos e regras que devem ser seguidas com rigor e disciplina, já que objetivos da empresa, seu modelo de negócio e estratégias serão delimitados por este documento. Governança corporativa, não importando o tamanho da empresa, é fundamental na manutenção do foco que sempre deve estar embasado por estratégias sólidas e compreensivas.  

O sucesso da empresa depende da combinação de 3 elementos: VISÃO, PAIXÃO e DISCIPLINA.A “visão” e “paixão” normalmente estão atribuídas às características de seus fundadores que não necessariamente tem disciplina na execução. A própria cultura brasileira, mais informal, emocional, o tal “jeitinho brasileiro”, compromete a integração entre estes 3 fatores. Não é difícil observar empresas apaixonantes que não dão certo, pois perdem espaço no mercado para empresas com produtos ou serviços taxados de ordinários, porém ganham a credibilidade pela tão almejada previsibilidade na operação. 

“Produtos aparecem e desaparecem respeitando seus ciclos de maturidade, a marca fica.“Os benefícios do equilíbrio entre “Visão”, “‘Paixão” e “Disciplina” é quase uma receita de sucesso imbatível. Criam COERÊNCIA e CONSISTÊNCIA nas atividades de marketing e vendas, balanceando de forma integrada investimentos em:§  Construção contínua da marca§  Geração de demanda §  Desenvolvimento de canal de vendas 

O resultado se reflete imediatamente nas vendas e na transformação do conhecimento da marca, “equity”,
em valor. Nesta hora a marca fala, tem voz própria e o mercado ouve e reage na forma de compra.

 

No entanto a não observação deste tópico resulta no primeiro grande erro de gestores de marketing e vendas quando investem, de forma precipitada, em programas de marketing em busca do tão sonhado milagre nas vendas. A seguir, três situações aonde o investimento vai literalmente para o lixo.Se uma empresa investe …. SITUAÇÃO 1 EMPRESAS QUE JULGAM QUE UM ANÚNCIO BONITO E ENGRAÇADO PODE DIRIGIR A ESTRATÉGIA DA EMPRESAMuito freqüente. Investem 70% de sua verba em construção de marca contratando agências caras que desenvolveram conceitos criativos brilhantes, quase etéreos de tanta subjetividade.  São assessorados por agências que ainda acreditam nesta escola antiga de comunicação, onde não havia Internet nem Google. Essas agências nem perguntam a estratégia do cliente, simplesmente sugam todo orçamento em mídias caras com baixa AFINIDADE e alta DISPERSÃO.  Para empresas com esta característica o telefone não vai tocar. Não gerou programas de demanda, ou seja, o tipo de comunicação que pede uma ação como: ‘ligue agora!’, ‘promoção válida até o fim do estoque’ ou ‘visite nosso site www… e concorra.’. Certamente o vendedor ou representante de vendas também não saberá como vender porque não recebeu treinamento adequado, afinal a grana estava toda no anúncio criativo e engraçado. Frustrado com a agência que não promoveu o milagre, a empresa demite a agência e o Gerente de Marketing. O investimento foi totalmente neutralizado, foi para o lixo!  

SITUAÇÃO 2A EMPRESA SE ORGULHA
EM SER ORIENTADA À VENDA, VICIADA
EM DINHEIRO E TUDO QUE SE FAZ TÊM COMO OBJETIVO PROMOVER O ATO DA VENDA. CONTRATA A ESFORÇADA SOBRINHA DO DONO PARA ÁREA DE MARKETING, CUJO DESAFIO É FAZER UM FOLHETO MULTI-COLORIDO.
Muito freqüente, principalmente em empresas nacionais geridas pelo fundador. Cerca de 80% do investimento é destinado ‘trocar venda por dinheiro’, isso acontece normalmente em empresas que confundem marketing com vendas ou que tem a área de marketing subordinada à área de vendas. Esta também é uma velha escola de administração que já deveria ter sido confinada a era do escambo, onde predominavam os comerciantes. Nestes casos, os clientes que atendem o chamado feito por um anúncio, e ligam para o 0800…, não sabem bem o que estão comprando, ou quando sabem, a empresa perde uma enorme oportunidade de transmitir os atributos da marca, um ‘sabor especial’ que poderia determinar a compra imediatamente com uma influência muito menor do preço. Estas empresas normalmente têm suas receitas concentradas em poucos produtos com margens muito pequenas, pois para fecharem o negócio tiveram que literalmente comprar o negócio. 

Temos aqui um outro fenômeno, com alto poder de destruição, chamado PARIDADE, ou seja, o produto da empresa é igual o do seu concorrente. O preço, não importa a margem, é determinado pelo próprio mercado. O investimento em marketing e vendas foi também para o mesmo destino lixo! Neste caso muitas vezes junto com a empresa, que por não ter mais margem, não terá o mesmo investimento para ’comprar venda’ para o próximo ano fiscal.

SITUAÇÃO 3: FRANQUIAS MAL ESTRUTURAS QUE ACREDITAM QUE NÚMERO DE PONTOS DE VENDA OU REPRESENTANTES É O QUE DETERMINA O SUCESSO DA EMPRESAOcorre quando a empresa é viciada em abrir novos representantes ou lojas, ou pontos de vendas. Investe muito no crescimento e capacitação do canal, mas esquecem da marca e da evolução dos produtos e serviços. Esquecem também de desenvolver programas de geração de demanda com cobertura suficiente para atingir todos os pontos de venda. O desenvolvimento de canal talvez seja uma das ações mais caras no plano de marketing. Cara em dois sentidos antagônicos, mas que produzem o mesmo efeito.§  Construir uma rede extensa e capacitada que reproduz a mensagem da empresa com clareza e fidelidade.§  Anti-marketing, canal mal treinado é capaz de não aniquilar somente o investimento direto em marketing e comunicação, ele é capaz de acabar também com a marca, a ponto da empresa ter que investir muito mais dinheiro para primeiro reparar o estrago, e aí sim, pensar em promover o produto.  Normalmente ter uma rede extremamente capacitada para vender e atender bem os clientes sem produto, significa doar a rede para concorrência que agradece! O investimento neste caso também teve o mesmo destino.De volta a COERÊNCIA e CONSISTÊNCIA…COERÊNCIANão raro os executivos da empresa julgam que sabem tudo sobre seus clientes e mercado. Atitude normalmente atribuída a executivos antigos, cheios de paradigmas e vícios tão antigos que acabam por engessar a operação comprometendo o crescimento contínuo.Outro equivoco comum é perguntar para o vendedor da própria empresa se os clientes estão satisfeitos com os produtos e serviços.  Você conhece algum vendedor que falaria para o presidente da empresa que seu produto é realmente ruim, ou que, sua empresa não tem qualidades percebidas pelo mercado? Imaginem a resposta do Presidente….

“O posicionamento da empresa só será coerente quando: imagem, identidade, proposta de valor e estratégias estiverem compatibilizados. Antes disso a recomendação é não gastar nenhum dinheiro em marketing”.

A ferramenta mais eficaz para explorar todos os aspectos que envolvem o real relacionamento da empresa com seu ecossistema é uma pesquisa formal. Ela deve ser conduzida por um profissional, que joga com variáveis e estímulos extraindo a verdadeira essência do feedback. O resultado deve ser ouvido com atenção ao ponto de ser transformado num conjunto de ESTRATÉGIAS.

CONSISTÊNCIACom os elementos relacionados à marca organizados coerentemente, a empresa pode investir num plano de marketing e comunicação consistente, ou seja, está pronta para ‘falar’ com seus clientes, representantes de vendas e fornecedores. Entra em ação o “mix” de comunicação responsável por transmitir e reforçar os atributos da marca, gerar demanda sobre produtos e serviços.  A consistência exige que os elementos que representam visualmente a marca sejam respeitados.  Tom, estilo, logotipo, cores, fotografia, pantone, espaçamento, slogan etc., devem seguir um manual, o GUIA DE ESTILO, que garante a consistência caso sua empresa troque de gerente de marketing ou agência.  O guia de estilo é patrimônio da empresa e deve ser mantido pelo executivo sênior. Qualquer material promocional que saia da empresa deve estar em conformidade com o guia. A criatividade deve estar absolutamente focada ao programa de marketing
e vendas e não nas cores do folheto ou na propaganda engraçadinha. 
“Coerência e Consistência garantem a manutenção da personalidade de uma marca assim como no relacionamento humano. A marca está viva quase tanto quanto um ser vivo,  bípede e  falante”.A marca vai além da arte que envolve a logotipia. A marca tem uma função orgânica ou neural que recupera na memória, em algum lugar do cérebro das pessoas, as sensações que representam a lembrança vivida no consumo dos produtos relacionados a ela. A formalidade na definição da arquitetura define o caminho que a marca percorrera durante sua existência.A marca tem vida e voz própria. Uma vez apresentada para o público através de uma expressão visual seguida de texto falado ou escrito expõe sua essência, seus valores, sua atitudes e por fim sua personalidade. Tudo isso vende! Vende muito ou pouco dependendo da COERÊNCIA E CONSISTÊNCIA na sua manutenção. “O investimento na construção da marca deve ser dissociado da venda de produtos ou da receita da empresa”O processo de construção da marca é contínuo, sempre acompanhando o amadurecimento de seu ecossistema. A marca certamente exigirá monitoramento intensivo e manutenção preventiva. O desafio é não alterar a identidade conforme sua empresa cria novos produtos e serviços e refina seu posicionamento. Se algum profissional lhe propuser um reposicionamento, fuja rápido antes que ele despersonifique sua empresa correndo o risco de seus clientes não mais conhecê-lo.  Mesmo que eles o reconheçam, irão olhá-lo com desconfiança neutralizando a credibilidade conquistada passo a passo durante anos de trabalho duro. “Vale reforçar que: o reconhecimento da marca,
em inglês EQUITY, tende a se transformar
em VALOR. Muitas empresas valem muito mais que seu patrimônio declarado.”
Existem outras duas situações, além do reposicionamento, que devem ser evitadas: a ELASTICIDADE e ESTAGNAÇÃO.  “As empresas que são orientadas ao mercado, são muito mais criativas e analíticas comparativamente às gerenciadas por vendas ou financeiro”. ELASTICIDADEComo o próprio termo telegrafa a marca tem limites que, quando não observados, rompem o tratado documentado na arquitetura comprometendo a CONSITÊNCIA na forma de como seus clientes percebem a empresa. A equação ‘imagem versus identidade’ começa a ficar comprometida juntamente com o posicionamento.Este erro mortal é muito comum nas empresas que acreditam que suas marcas podem abraçar qualquer iniciativa mirabolante. Grandes empresas têm muita dificuldade de lançar produtos que estejam fora de suas competências centrais percebidas por seus clientes. Definitivamente as empresas não são boas em tudo que fazem, portanto existem dois fenômenos que resultam deste tipo de aventura. Ou a empresa perde o “premium” dos produtos que fizeram sua história ou acabam por jogar milhões de dólares de investidores no lixo, tirando produtos do mercado, demitindo funcionários, comprometendo a satisfação de seus clientes e finalmente colocando uma bela cicatriz em suas marcas.

ESTAGNAÇÃOTem como conseqüência a amnésia, não da empresa, mas dos clientes que esquecem de sua existência. A ligação ‘marca versus cliente’ se desfaz e para refazê-la é que quase como iniciar a empresa do zero. Redefinição da imagem, identidade, promessa na forma de produtos e serviços, posicionamento seguido de muito dinheiro, é a base da receita na tentativa de reavivá-la. Mesmo assim o mercado pode não estar mais lá.Esta situação quando não revertida a tempo compromete seriamente a rentabilidade. Seus produtos não têm mais nenhum resquício da alma da marca. O modelo de negócio torna-se vulnerável e conseqüentemente inviável. A estagnação se dá por modelos de gestão que confundem dinheiro a ser investido em marketing com dinheiro a ser investido em vendas.O investimento na marca deve ser dissociado da venda de produtos ou da receita da empresa. Uma boa estratégia é, no planejamento do ano fiscal, separar o investimento em marca e determinar com rigor e disciplina o destino deste investimento. As metas de receita de vendas e margem de contribuição devem incluir  este investimento.O sucesso no reconhecimento da marca está vinculado ao cuidado na sua construção que passa por 3 fases, sem atalhos. O objetivo é atingir um determinado “EQUITY” que representa o valor que a marca tem, independente dos ativos da empresa listados no seu balanço. As 3 fases são: ‘awareness’, preferência e convicção. “A marca funciona como um elástico. Se não exercitar ele resseca e quebra, assim como esticando demais, ele também quebra”.Na cabeça do cliente o processo de compra, mais ou menos racional,  passa por três fases subseqüentes. Não há atalhos, nem jeitinho que encurte a chegada ao destino final: a CONVICÇÃO pela marca. Para atingir o “EQUITY” e finalmente transformá-lo em VALOR, a marca passa por 3 fases associadas ao mecanismo do cérebro humano, que como ainda esta longe de ser decifrado, não existe formula mágica para obtenção de sucesso.

Muitas são as falhas que a marca terá que amargurar antes de conquistar sua plenitude. Quando chega lá, já estará ameaçada por um concorrente que simplesmente copiou seu produto. Perseverança e resignação são tão importantes no processo quanto um bom plano.

 

AWARENESSÉ quando o público alvo da empresa a reconhece ou lembra da marca de alguma forma não necessariamente articulada. Nesta fase este reconhecimento é volátil, ou seja, fica numa área da memória chamada de STM (short-term memory), que tem como característica desaparecer depois de segundos dando lugar a outras memórias geradas por estímulos mais recentes. Esta fase é fundamental para construção do “Ícone” que servirá para relembrar os clientes quando tiverem a necessidade de comprar um determinado produto.  Os estímulos visuais seguidos dos auditivos são os mais eficientes, já que existe no corpo humano um maior número de ligações nervosas associadas a estes sentidos.Comparativamente, awareness é como uma memória RAM do computador. Você tem um monte de coisa carregada nela, mas se desliga-lo sem salvar, perde tudo.Exemplo:Estrela da Mercedes Benz. Você não precisa do carro para entrar em ‘transe’  sonhando com aquele objeto de desejo. Somente olhando para a estrela você já consegue quase, isso é real, sentir o cheiro do carro. Bong da Intel®. Você não precisa estar na frente da televisão para identificar uma propaganda Intel. O ‘bong’ (som) associado à assinatura do comercial é uma arma fortíssima da Intel para fortalecer o reconhecimento da marca. “A marca exige constituição sólida. O processo de construção da marca será contínuo, acompanhando o amadurecimento da indústria”.PREFERÊNCIA O posicionamento está COERENTE com sua identidade e promessa, e sua comunicação ao longo do tempo foi CONSISENTE. A volatilidade da fase anterior (awareness) desapareceu. “Utilizando a metáfora do computador, o que estava na memória RAM foi salvo e pode ser recuperado futuramente.”Nesta fase os programas de marketing são mais eficientes. Os clientes já reconhecem quando algo é disparado pelo arsenal de marketing e comunicação da empresa, que quer chamar sua atenção.O desafio agora é tornar a EXPERIÊNCIA DO CLIENTE previsível, manter sua satisfação. O objetivo é RETENÇÃO. Reter um cliente é mais barato que conquistar um novo, portanto deve-se buscar o aumento de rentabilidade, ou ticket médio.   

CONVICÇÃOÉ possível! A empresa soube equacionar sua visão, paixão e disciplina na execução. Elaborou um plano formal, ratificado por uma pesquisa bem conduzida. O plano ficou coerente e consistente.

Como resultado sua VOZ ficou clara e compreensiva, os clientes absorveram o recado e consolidaram uma transação comercial. O reconhecimento da marca virou valor, ou seja, aumentou a receita sem que fosse necessário “comprar a venda”.  O cliente ficou satisfeito, e quando precisar consumir o produto ou serviço lembrará da experiência. Nesta fase o próprio cliente torna-se um vendedor.

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